Bem-Vindo ao Bleach SoulRPG! Espero que se divirta e se torne forte!

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Memórias de uma Imperatriz

em Qua 30 Nov 2011, 16:57
Um pouco da história

Japão Antigo (sécs. I-XII)

Os cronistas chineses no século I da era cristã, foram quem, pela primeira vez, mencionou o Japão.
Nesta altura, o Japão era um país dividido em muitas comunidades conhecedoras da metalurgia e da cultura do arroz, ambas importadas do continente asiático. Estas comunidades ou clãs (uji) eram descendentes de tribos provenientes da Ásia continental através da Coréia. Uniram-se em grupos, governados pelo chefe do clã mais forte, o chefe era considerado um descendente da deusa do Sol (Amaterasu) e também um chefe religioso, jurídico, militar e político supremo.
À medida que estes clãs se tornaram mais poderosos, as rivalidades entre si aumentaram e a autoridade do chefe máximo viria a ser posta em causa.
A religião nacional e primitiva do Japão, o xintoísmo, era um culto politeísta e dos antepassados, misturado com ritos simbólicos, como é o caso das divindades da personificação das forças da Natureza.
A influência da civilização chinesa, através da Coréia, fez-se sentir em finais do século VI, embora já nos séculos III e IV se conhecessem pela primeira vez no Japão, a escrita chinesa e a sua literatura.
Nesta época, os japoneses adotaram a escrita simbólica chinesa, bem como os seus costumes, as técnicas e formas de arte, assim como o budismo em 552, acompanhado dos seus costumes e ritos, ainda que o animismo que caracterizava o xintoísmo não tivesse sido posto de lado. A religião budista desenvolveu-se, sobretudo, graças ao príncipe regente Shotoku Taishi (593-621), grande impulsionador dos contactos com a China, que, durante o seu governo, fortaleceu a autoridade imperial e obteve a paz entre os vários clãs, de acordo com os princípios confeccionistas da harmonia, decoro e dever.
Por outro lado, foi também o responsável pela introdução da conceição do estado imperial chinês e de outros conhecimentos culturais, bem como pela introdução do calendário chinês (604) e do costume de assinar nomes associados a determinados períodos. Foi o caso de Taika ("grande reforma"), em 645, em que o chefe do clã de Yamato chegou ao poder através de um golpe de Estado contra o clã Soga, impondo a sua autoridade sobre os outros clãs. Iniciou-se, assim, um período de grandes reformas ou melhoramentos à semelhança do sistema chinês, com a instituição, por exemplo, da reforma agrária, através da qual se transformou a aristocracia numa classe mais burocrática, para além das terras e dos seus trabalhadores terem passado a ser propriedade da corte.
No início do século VIII, surgiram os códigos administrativos e penais, mandados compilar pela corte imperial, como em 702 os Códigos de Taiho, que fornecem as bases de uma monarquia absoluta e burocrática à maneira chinesa. São também desse período as grandes crônicas históricas compiladas.
Outra das conseqüências desta reforma Taika foi o estabelecimento de uma capital permanente da corte do clã Yamato na cidade de Nara, em 710, projeto assumido pela imperatriz Gemmyo. Nara, até 784, funcionou como o centro político, religioso, artístico e literário da monarquia nipônica. Neste período, que decorreu entre 710 e 784, foram fundadas as primeiras seitas budistas, como a dos mahaianistas, e fez-se a transcrição literária dos textos xintoístas e das tradições históricas, para além de se ter desenvolvido a poesia japonesa.
Em 784, o imperador Kammu (781-806) instalou-se com a sua corte em Nagaoka e, em 794, fundou a nova capital em Heian ("Cidade da Paz"), que viria a tornar-se a atual cidade de Quioto, a cidade imperial por excelência, residência permanente da família imperial. Durante o período de 794 a 1185, a corte viveu uma vida de luxo e indolência, o que levou a que o clã - ou família nobre - dos Fujiwara assumisse o poder entre 850 e 1100, com os seus membros a proclamarem-se regentes, impondo o seu governo à família imperial por via do casamento das suas filhas com alguns dos seus membros, acabando por assumir o governo efetivo, tornando o imperador uma figura quase simbólica. A família foi se erguendo, tornando-se uma família poderosa, conseguindo manipular os imperadores e imperatrizes, sendo o poder por trás do trono, se mantendo presente e ocupando postos importantes. Uma das filhas que foi dada em casamento para que a família chegasse ao poder se chamava Sayuri
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Re: Memórias de uma Imperatriz

em Qua 30 Nov 2011, 17:05

Uma Criança... Adorável?


A família Fujiwara era uma das famílias mais poderosas do Japão, possuía muitas terras e os membros da família ocupavam altos cargos, eram conhecidos como “o poder por trás do trono”, as mães e esposas da família imperial muitas vezes eram mulheres da família Fujiwara. Em uma das casas da família, uma criança caminhava calmamente, tinha apenas quatro anos, mas caminhava com calma, olhar tranqüilo, mas sério, tinha cabelos medianos de cor cinzenta, os grandes olhos eram de tonalidade azul, mas não possuíam o brilho dos olhos de uma criança, eram frios. A menina abria a porta, adentrando na sala onde seus pais estavam presentes, o pai se virou para ela, abrindo um grande sorriso, não paternal, mas sim como se visse uma maneira de ficar mais poderoso

-Me chamaram?
-Sim Sayuri – O pai dizia, alargando o sorriso, avaliando a filha como se avaliasse um produto que ia por a venda, pensando no lucro que obteria – Tenho uma ótima noticia para você, se sente, por favor, queria

Sayuri o olhou, analisando o olhar, já tinha em mente sobre a noticia, sentiu um sentimento de nojo em seu interior, mas se conteve, sentando-se de frente para o seu pai, que em um ato raro, acariciou a cabeça da pequena, tocando nos fios de cabelo, não como um gesto de carinho, mas tentando encontrar algo que aumentasse ainda mais o valor do “produto”

-Você sabe muito bem que boa parte das mulheres que nascem nesta família são dadas em casamento a pessoas importantes...
Sayuri o interrompe – Foi assim que a família chegou ao poder, conheço a história de nossa família meu pai – Ela dizia fria, mas suave, o pai sorriu mais ainda
-Você é inteligente mesmo, fico feliz por ter uma filha assim
-Agradeço por seu elogio, mas sei que você não me chamou para uma aula de história, muito menos para um elogio, o senhor não é esse tipo de pessoa, meu pai
-Você esta certa, vou logo ao assunto. Já escolhi seu noivo – Ele parou, analisando a filha, esperando uma reação que não veio, ela continuava com o olhar frio, ele resolveu prosseguir – O seu noivo é o futuro herdeiro para o trono, sabe o que isso significa?
-Serei a esposa do imperador
-Será uma imperatriz, mãe dos futuros imperadores
-Com isso o poder e influencia da família ira aumentar
-Sim – ele respondia, procurando alguma coisa anormal em sua filha, mas a mesma não demonstrava nada
-Mais alguma coisa?

O pai fica chocado com a pergunta, pensava que Sayuri se revoltaria ou gritaria, choraria, entre varias coisas, mas não, ela o olhava com indiferença

-Não, é só isso, pode ir
-Obrigada

Ao dizer as ultimas palavras, Sayuri se erguia, saindo da sala, o pai sorriu. Sayuri sempre fora diferente das outras crianças, agia com maturidade, sua frieza as vezes era incomoda, mas com o tempo todos se acostumavam a isso, era uma garota responsável e aceitava as ordens sem nunca se comportar mal, não se lembrava da ultima vez que a vira chorar, era a filha perfeita, e ele tinha esperanças de que fosse uma esposa e mãe perfeitas, ela tinha uma aparência diferente, que agradava a muitos, ele sabia disso, tinha consciência de que o noivo que havia escolhido era muito velho para a sua filha, ela tinha apenas quatro anos, enquanto o seu prometido tinha dezoito, eram quatorze anos de diferença, mas foi justamente por isso que a prometera em casamento com aquele homem, quanto mais velho, mais perto da morte o futuro marido estaria, ela só precisaria gerar um herdeiro rápido. Para o mais velho, não poderia estar melhor, mas para Sayuri, era o inferno na terra. Ela caminhava pelo jardim, se afastando da casa principal, quanto mais longe, mais seus olhos ficavam marejados, sua testa ficava franzida, os dentes estavam cerrados, Sayuri sentia um grande peso por cima de seus ombros, uma mistura de sentimentos a invadia, sentia raiva, nojo, repulsa e desprezo, mas sabia que tinha um dever, tinha poucas opções, ou será que possuía? Não sabia. Sayuri colocou a mão em sua testa, sem saber o que fazer, mas logo ouviu passos atrás de si, limpou rapidamente as lagrimas, voltando a expressão de frieza, virando-se, vendo uma das empregadas com dois meninos atrás de si, tinham a mesma idade, sendo gêmeos, irmãos mais novos de Sayuri, os dois possuíam apenas 3 anos

-Sayuri-chan, vai caminhar pelo jardim
-Vou
-Se importaria de levar seu irmão junto?

Sayuri olhou para o irmão mais novo, um pirralho mimado, ingrato, um inseto repugnante, mas com protetores poderosos e respeitáveis ao ver da garota, que desprezava o mais velho do gêmeos, que a olhava com superioridade, deixando claro a sua opinião sobre ela, apenas uma garota que devia fazer o que ele quisesse, sendo o completo oposto do irmão mais novo, um menino adorável e meigo, sendo mais amável e carinhoso com todos, porém tímido, sempre acompanhando Sayuri nas caminhadas, a compreendia, mas ainda muito pequeno para entender algumas coisas

-Sayuri-chan? – a empregada a chamou
-Esta bem, os dois podem me acompanhar
-Na verdade, apenas o mais velho irá acompanhá-la
Sayuri respirou profundamente – Esta bem

A jovem voltou a caminhar, o irmão a seguiu, mas logo assumiu a dianteira,com os braços cruzados, adentrando no imenso jardim. Sayuri olhava as plantas, ouvindo o canto dos pássaros, aquilo a acalmava, mas a voz irritante de seu irmão a chamou

-Sayuri
-Hm?
-Tenho fome
-Volte pra casa e coma algo – Sayuri respondia irritada, sabia no que aquilo ia dar
-Eu quero comer algo agora
-Isso é um jardim, não um restaurante
-EU QUERO AGORA!

O menino começou a gritar e espernear, Sayuri bufou olhando para trás, estavam relativamente longe da casa principal, e não havia nenhum jardineiro por perto para atender o irmão

-Vou procurar alguma fruta para você – Ele parou de gritar

Sayuri começou a caminhar, olhando para os arbustos e arvores, procurando alguma fruta, até que encontrou um arbusto espinhoso, mas com varias frutinhas, o menino a acompanhava, não entendia muito de plantas, mas sabia que a irmã era boa no assunto, e sabia quais frutas eram comestíveis no jardim. Sayuri ficou um tempo olhando as pequenas frutas

-Essas frutas são boas?

Sayuri o olhou, as pequenas frutinhas eram venenosas, ela bem sabia disso, iria responder, mas um sorriso brotou em seu rosto, sua mente trabalhava rápido, o que ela iria fazer seria errado, ou não? Ela pegou algumas frutas, entregando-as para o irmão que as engoliu rapidamente, olhando para Sayuri, começando a fazer uma careta, reclamando do gosto amargo, quando começou a se sentir mal, ficou de joelhos, tossindo sangue, ficando inconsciente. Sayuri verificou sua respiração, colocando os dedos em um ponto especifico do pescoço, não sentiu nada, ele estava morto. Sayuri sentiu um grande alivio como se parte do grande peso que possuía tivesse saído. Ela pegou o corpo do irmão, voltando para casa às pressas, encontrando um dos empregados

-O que aconteceu?
-Eu não sei, ele disse que estava com fome, tirei os olhos dele por um segundo, procurando alguma fruta, quando o ouvi tossir, e quando percebi, ele estava assim – dizia com um falso desespero

O empregado pegou o corpo e saiu correndo na direção da casa principal, Sayuri o viu se afastando, caindo no chão, sentada, o olhar frio, mas quando ficou sozinha, um sorriso brotou em seu rosto

-Eu fiz alguma coisa errada? – perguntou para o nada – Eu devo me arrepender? – um sorriso macabro crescia em seu rosto – Não importa, não me arrependo

Ela se erguia, voltando a caminhar para casa, o olhar frio, mas em seu interior, se sentia mais leve e calma. Muitos diziam que ela era uma criança adorável e gentil, mas as aparências enganam, não é?

Continua...
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